domingo, 11 de março de 2012

Como sempre acontece antes de eu escrever um alcorão, fico sem saber como começar.
Hoje estou a fim de quebrar a formalidade, entende? Se eu conseguir me desligar das metáforas de sempre... Rs. Vamos lá:
Me espantei quando entrei aqui no Blog depois de tanto tempo, me deparei com textos meios Dark e tudo mais. Não os desminto não, já dizia o pensador que "a felicidade não é inspiradora" e quando alguém se propõe a escrever, coloca para fora as angústias mais suaves até. Sendo assim, explico aqui: Achará por aqui minhas indignações mesmo. Rs. Sou chata. =P
Hoje eu prefiro seguir a ideologia de uma louca-sábia que conheço bem "Não espere nada de ninguém", quando me pego esperando, transformo isso em desejo, porque desejar não é pecado, pelo menos magoa menos. ^^
Estou me sentindo bem, suave, estou mais desligada do que o habitual. Acho que estou começando a aprender a conviver com minhas loucuras, minhas cobranças e tudo mais. E eu me cobro tanto, cobro tanto da vida, acho que isso volta e volta com força. Daí parei, relaxei, deixei fluir... E vou deixar a vida seguir o rumo que tem que ser, tomara que seja bom, tomara que o bom-acaso não me abandone. E como diria o comercial "Que dure!"

Pekena #

sábado, 21 de janeiro de 2012

Transbordar

Engraçado como é fácil dizer que é lógica a frase: Amar pessoas, usar coisas.
Eventualmente, na prática, o inverso é tão mais visível. Não?
Pode me chamar de moralista ou sentimentalista, não ligo mais. Talvez eu seja os dois, ou talvez eu apenas não veja sentido em coisas tão frias.
Não estou poética hoje. Não estou demasiada e muito menos metafórica como sempre fui.
Essa objetividade me sobreveio e eu preciso mesmo colocar pra fora, caso contrário eu choro sem hora marcada. Eu ajoelho no banheiro e deixo água fria cair nas costas. Eu seguro o peito como se pudesse tirar os nós do coração. E a angústia vem em forma de questionamento, de tamanho espanto ao não entender o porquê. Por isso, deixe-me fluir sem rumo...

Hoje li uma frase impactante, forte, debochada. Lembrei de mim. Como me mostro forte; Como consigo ser impactante com o meu deboche. E por trás de ambas - da frase e da pessoa - como há esperança e desesperança, crença e descrença, paradoxo, dialética, confusão, sentimento.

"Só fico se puder ter a suíte presidencial do seu coração. Enquanto você quiser me dar o quartinho da empregada, eu tô fora" #

Percebe? Pois eu percebi. Aliás, percebo todos os dias. Como passamos fome achando que estamos saciados; como migalhas de atenção têm se tornado "suficientes" para termos momentos de felicidade, ou pseudo felicidade.
Ontem conversei com Viviane e foi extremamente bom perceber que alguém me compreende e não me acha insana. O que disse a ela, repito aqui: As pessoas em geral têm medo de dizer que não são felizes, preferem maquiar com falso moralismo e dizer "Sou feliz, mas não estou feliz no momento". Rs. Tudo bem, que seja eu a quebrar o tabu: Não sou feliz a algum tempo e não tenho vergonha de dizer isso. O que tenho são momentos de intensa alegria e isso, meu bem, não é felicidade.
Existem coisas que me sugam a energia vital, emocional, racional. E toda essa frieza na qual fazemos parte me mata um pouco a cada dia. Já se sentiu coisa? Esse processo de coisificação está tão acelerado, tão aperfeiçoado que não consigo imaginar um futuro próximo com personificação, com mãos estendidas, com olhares que sorriem. WTF? O ser humano que desanima tanto.