Escrevo.
E porque escrevo?
Porque dessa forma como se as letras fossem a minha voz?
Acho que são exatamente isso. Meus dedos a minha boca. As palavras a minha voz.
Escrevo por mim, para mim e sobre mim.
Sobre a forma como as ideias se espremem dentro dessa minha mente vasta.
Vasta e pequena para tantos pensamentos, questionamentos, sonhos e realidades.
Sobre a forma como vejo um ou vários acontecimentos. Pois sempre está acontecendo algo.
Não importa quanto monótona a vida lhe pareça.
Escrevo como sou quando espectadora. E como sou como coadjuvante.
Como participo de uma sociedade, como a sociedade participa de mim.
E até mesmo quando sou uma protagonista. São os meus sentimentos. Meus medos. Minhas metas. Como tudo o que há em mim, vem de mim e para mim.
Como eu me afeto. E como posso afetar aos próximos.
Minhas palavras são os pensamentos que não tomam uma forma concreta no ar.
Escrever é ser quem eu sou.
Sou as minhas palavras. Ou será que elas são eu?
Paradoxo: A vida é complexa. Eu talvez também seja.
Digo talvez pois (tirando a vida) nada é tão complexo, apenas trabalhoso de se entender.
Preguiça: Isso nos acorrenta ao costume de não pensar.
E quando posso escrever seja no papel ou em minha mente...
Transmitindo a outros, estejam lendo ou ouvindo.
Percebem: Sou normal, humana, decifrável quando de dispõem. A única diferença é que não tenho medo
Medo de me libertar. De ter minhas incertezas. De ter as minhas certezas incertas. De confessar.
De ultrapassar. Porque eu posso (e faço) fechar meus olhos e ver qual é a estrada e quem estará segurando minhas mãos...
Concretizar: Esse é o passo para se real.
De entender: Paradoxo.
Escrevo porque minhas palavras entendem cada letra.
E as frases vêem individualmente cada palavra.
E eu vejo e faço cada entrelinha de cada frase.